
O Citigroup considera que existe 90% de possibilidade da Grécia sair do euro nos próximos 12 a 18 meses.
O banco norte-americano actualizou a sua anterior previsão sobre uma possível saída da Grécia do bloco monetário, considerando que agora existe 90% de hipótese de Atenas sair contra o anterior valor que se situava entre os 50% e os 75%.
Segundo a sua análise, citada pela Bloomberg, a saída do país deverá ter lugar, mais provavelmente, nos próximos dois, três trimestres e até avança um dia para uma possível saída, 1 de Janeiro de 2013.
“Consideramos que a crise do euro continua muito sombria”, escrevem os analistas do Citgroup. “Nos próximos anos, a zona euro deverá tornar-se em algo como: Saída de países do euro (Grécia), muita reestruturação de dívida soberana e bancária (Portugal, Irlanda e eventualmente, talvez Itália, Espanha e Chipre) e com a partilha limitada de encargos orçamentais”.
A troika para a Grécia – Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e Comissão Europeia – estão em Atenas esta semana para auditar as contas do país e para avaliar se efectivamente consegue cumprir o programa de ajustamento.
A Alemanha já veio recusar a hipótese de um terceiro resgate para a Grécia, portanto o seu futuro permanece um pouco incerto.
“Consideramos que os países periféricos vão sofrer uma prolongada agonia económica e pressões nos mercados financeiros, o que vai originar uma nova recessão na zona euro este ano e no próximo”, segundo o Citigroup.
Mesmo com o resgate para a banca espanhola, o Citigroup considera que tanto Espanha como Itália “deverão” ser sujeitas a algum tipo de resgate até ao final deste ano.

O Citigroup considera que existe 90% de possibilidade da Grécia sair do euro nos próximos 12 a 18 meses