EUA saúdam declarações do presidente israelense sobre o Irã
17 de agosto de 2012
O governo dos Estados Unidos manifestou nesta sexta-feira a sua satisfação com as declarações feitas na quinta-feira pelo presidente de Israel, Shimon Peres, sobre o Irã, que provocaram uma controvérsia na classe política do Estado hebreu.
Peres se disse “convencido” de que Obama cumprirá seu compromisso para impedir que o Irã desenvolva a bomba atômica e que isto “não está destinado apenas a satisfazer Israel”. O mandatário reconheceu também que Israel não pode atacar o Irã sem a ajuda dos Estados Unidos.
“Ficamos muito felizes em ouvir as declarações feitas ontem (quinta-feira) pelo presidente Peres sobre esta questão”, disse o porta-voz adjunto do presidente Barack 0bama, Josh Earnest, durante uma entrevista coletiva à imprensa.
“O compromisso do presidente (0bama) de evitar que o Irã desenvolva e obtenha uma arma nuclear é inquebrantável” e esta posição “foi manifestada publicamente em diversas ocasiões. Também deixamos isso claro nas inúmeras conversas privadas que ocorrem diariamente entre o governo Obama” e Israel, acrescentou.
Políticos ligados ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, citados pela imprensa local, criticaram fortemente as declarações de Peres, de 89 anos e cuja autoridade moral é respeitada mesmo que seu posto tenha valor simbólico.
Netanyahu é considerado partidário de uma estratégia mais dura nas relações com Teerã e insiste regularmente que Israel tem o direito de se defender de um Irã com armas nucleares, que seria uma ameaça para o Estado hebreu.
Nas últimas semanas, a imprensa israelense repercutiu as informações baseadas em declarações de autoridades de que uma ação militar israelense contra o programa nuclear iraniano seriam iminente.
Netanyahu e o ministro da Defesa, Ehud Barak, defendem um ataque, mas outros altos funcionários, principalmente entre os militares e os serviços de inteligência, se opõem.
17 de agosto de 2012
Declarações de Shimon Peres sobre Irã criam polêmica em Israel
Presidente israelense diz que seu país não pode atacar Irã sem os EUA.
Primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, criticou duramente Peres.
As declarações do presidente israelense, Shimon Peres, para quem seu país não pode atacar o Irã sem a ajuda dos Estados Unidos, provocaram uma polêmica nesta sexta-feira (17) em Israel, onde o entorno do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, criticou duramente o presidente.
Fontes próximas a Netanyahu, citadas por meios de comunicação, consideraram que a tomada de posição do presidente israelense vai para além do que permite seu cargo, que não lhe concede poder efetivo.
“Shimon Peres esqueceu em que consiste sua função de presidente”, declararam, afirmando que o presidente cometeu no passado “erros cruciais em matéria de segurança nacional”. No entanto, um porta-voz de Netanyahu disse não poder “confirmar oficialmente” estas declarações.
Presidente israelense Shimon Peres em visita a Grécia em 6 de agosto (Foto: Reuters)“Netanyahu se esconde atrás de seus assessores, o que não atenua suas graves críticas”, indicou o líder do opositor Partido Trabalhista Shelly Yashimovich, segundo o site Ynet.
Para Shimon Shiffer, analista político do jornal Yedioth Aharonot, “a posição do presidente, somada a de funcionários de alto escalão dos serviços secretos e de segurança, inclinará a balança, no debate atual, a favor dos que se opõem a um ataque israelense” contra o Irã.
Peres havia declarado na quinta-feira (16) que está claro que Israel não pode atacar o Irã sem a ajuda dos Estados Unidos, afirmando estar convencido de que o presidente americano, Barack Obama, cumpriria sua promessa de impedir que o Irã se dote de armas atômicas.
Alegações de ação militar
Há semanas, e com maior insistência nos últimos dias, os meios de comunicação israelenses publicaram declarações de funcionários sob anonimato que asseguraram que uma ação militar israelense contra o programa nuclear iraniano é iminente.
Israel, única potência nuclear da região, embora nunca tenha reconhecido este status oficialmente, considera que sua existência será ameaçada caso Teerã obtenha uma bomba atômica.
O Irã, no entanto, nega que seu programa nuclear tenha objetivos militares.