O fim do Dólar e a influência no Real
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Compreendo a opinião pouco científica do comentarista, mas discordo diametralmente dele. Ora, no Brasil a liberação de crédito é muitíssimo mais rigorosa do que a irresponsabilidade que cometeram com os sub-primes nos EUA. O Banco Central é vigilante nas liberações de créditos, inclusive exigindo dos bancos um valor bem grande de depósito compulsório junto ao BC, sendo que isso inclusive salvou o país do pior durante o ano 2008 e 2009, pois permitiu uma interferência bastante significativa no mercado, com a liberação pelo BC de tais recursos. Portanto, se é fato que a população está endividada, é fato também que o endividamento aqui é mais criterioso e de melhor qualidade do que aqueles que geraram a crise nos EUA, não há como comparar-se. Portanto, com o devido respeito, me parece muito pouco técnica e sem qualquer fundamento a opinião que ele emitiu, dizendo que podemos empobrecer da noite para o dia apenas devido ao excesso de dívidas. A dívida externa não está paga tecnicamente, mas na prática está, uma vez que as reservas cambiais do país ultrapassam em muito os US$ 300 BI, enquanto que a dívida é como ele mesmo afirmou de US$ 280 BI. Quanto a dívida interna, concordo, ela é preocupante, porém está controlada, sendo que o consumo em alta, bem como os grandes eventos internacionais que ocorrerão no país, somados aos investimentos em transportes, como o trem-bala, me permitem concluir que o Brasil seguirá crescendo pelos próximos 10 anos, caso não ocorra uma catástrofe econômica mundial que pode redundar até mesmo em guerra. Com tal crescimento, se Deus permitir, a dívida interna não se torna mais problema, pois ela está controladíssima, sendo que no início do governo Lula em 2003, tal endividamento equivalia a 67% do PIB, sendo que hoje, salvo engano, ela equivale a 41 ou 47% do PIB e com viés de baixa, uma vez que o PIB está aumentando e ela, apesar do aumento nominal, através do grande esforço que o setor público do país já realiza há muitos anos, permitem haver o tal superávit primário e economizar muitos recursos para amortizar os juros escorchantes que nos são cobrados. Justamente por tal cenário é que as famigeradas agências de rating estão classificando os papéis brasileiros cada vez melhores e cada vez mais confiáveis, pois tem o país é pontual e perfeitamente solvente, ao contrário do que ocorre hoje com a Europa e com os EUA. Estes sim estão complicados com suas dívidas, apesar de toda a sua força política.
Portanto, vejo o Brasil muito bem, obrigado e discordo completamente do vídeo, mas também entendo que vivemos em um mundo onde hoje as potências dominantes encontram-se em situação extremamente complicada e, justamente por isso, me preocupa que uma crise muito séria nos EUA e na Europa, possa levar o mundo até mesmo a um conflito armado de escala mundial, devido ao caos que uma quebradeira geral pode gerar. Aliás, o que tirou o mundo da recessão de 1929, foi justamente a dolorosa 2ª Guerra Mundial, pois a reconstrução da Europa e Japão, reaqueceu a economia.
Espero que resolvam isso e nós fiquemos apenas na especulação e o Brasil de fato se torne uma grande potência neste novo mundo que se apresenta em um horizonte bem próximo, mais multilateral e, me parece, mais justo.
A China está se desfazendo do dolar e dos titulos do tesouro americano, nunca se viu tanta compra de ouro por parte da China nos ultimos anos, são toneladas.
Gostei da explicação, nunca entendi porque se fala que o dólar nunca valeu tão pouco se houve uma época em que 1 real valia 1 dólar.