17/08/12

Finlândia e Áustria relançam o debate sobre o desmoronamento da zona euro.

Numa entrevista a um jornal britânico, o ministro finlandês dos Negócios Estrangeiros, Erkki Tuomioja, defende a preparação de planos para o colapso da zona euro e diz que já existem no seu país. Na Áustria, foi Michael Spindelegger, vice-chanceler e chefe da diplomacia, que pediu a criação de um mecanismo para expulsar países da zona euro, evocando o apoio de alguns parceiros do norte.

As palavras incomodaram as respetivas capitais. Viena e Helsínquia apressaram-se a reiterar o apoio total ao euro.

Na Finlândia é cada vez maior a oposição aos planos de resgate, devido à deterioração económica do país.

A economia finlandesa desacelerou. No segundo trimestre cresceu 0,6% contra mais de 1% no final de 2011. Já no conjunto da zona euro o crescimento foi negativo entre abril e junho.

A dívida pública finlandesa é de 48,7% do PIB, enquanto o valor médio na zona euro é superior a 88%.

A Finlândia olha para os países vizinhos, como a Suécia, que não integra o euro e cresceu mais de um por cento entre abril e junho.

A Finlândia é um dos poucos países europeus a manter a nota de triplo A, com perspetiva estável, mas a fatura da crise chega aos bolsos dos contribuintes. O governo finlandês quer aumentar os impostos para impedir que a ajuda aos países em dificuldades faça aumentar o défice.

E no final o debate finlandês e austríacos vem alimentar receios que a Alemanha parece querer acalmar

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Finlândia: Europa deve preparar-se para fim do euro

por Lusa, texto publicado por Paula MouratoOntem

Os líderes europeus devem preparar-se para a possibilidade de um colapso da zona euro, tal como já está a fazer a Finlândia, defendeu hoje o ministro finlandês dos Negócios Estrangeiros, Erkki Tuomioja.

“Devemos preparar-nos abertamente para a possibilidade de acontecer o colapso da zona euro”, afirmou em entrevista divulgada no jornal Daily Telegraph.

“É uma situação que ninguém quer na Finlândia, nem sequer o partido Verdade Finlandesa (direita nacionalista) e muito menos o Governo. Mas temos de estar prontos para essa hipótese”, acrescentou o ministro.

Segundo Erkki Tuomioja, os líderes finlandeses estão a preparar “planos pragmáticos para poderem lidar com qualquer eventualidade”.

Admitindo ser consensual que um colapso da zona euro tornará mais difícil gerir a crise a curto e médio prazo, o ministro dos Negócios Estrangeiros lembrou que o fim da moeda única não significaria o fim da União Europeia.

“Pode até permitir que a UE funcione melhor”, disse.

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