27-07-2012

O FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou nesta sexta-feira projeções ainda mais pessimistas para a economia espanhola, e contrariou as projeções do governo espanhol a respeito da redução do deficit público nos próximos anos. O FMI espera que o PIB (Produto Interno Bruto) contraia 1,2% em 2013, ante uma queda prevista de 0,6%, divulgada em relatório publicado no último dia 16. Para 2012, a equipe de analistas do FMI ajustou a projeção de uma queda de 1,5%, divulgada no último dia 16, para 1,7%.

Os prognósticos foram revisados levando em conta o plano do primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy, que prevê poupar € 65 bilhões (US$ 78 bilhões, no câmbio atual) nos próximos dois anos e meio. Os especialistas do organismo internacional antecipam que o impacto dessas medidas será maior justamente no ano que vem. Ainda conforme o FMI, a economia espanhola não deve retomar a trajetória de crescimento antes de 2014, quando o PIB deve crescer 0,9%.

No mesmo dia, INE (Instituto Nacional de Estatística) espanhol revelou que a taxa de desemprego do país atingiu uma nova taxa histórica (24,6%) neste segundo trimestre. Segundo o Instituto, mais de 1,7 milhão de famílias possuem pelo menos um integrante desempregado.

Deficit
Uma das maiores economias da zona do euro, a Espanha enfrenta uma severa crise, sob o olhar desconfiado dos mercados. O país tem arcado com juros cada vez mais altos para se financiar na praça financeira, já ultrapassando a marca perigosa dos 7% ao ano, considerada “insustentável” por especialistas.

O primeiro-ministro Mariano Rajoy anunciou no último dia 11 um ambicioso programa de cortes, com a meta de reduzir o deficit público para um montante equivalente a 3% do PIB até 2014. Em 2011, o rombo nas contas públicas foi de 8,5%. O FMI projeta um deficit público espanhol equivalente a 6,3% do PIB para este ano, reduzindo para 4,5% em 2013. Segundo o Fundo, a Espanha não vai atingir a meta dos 3% antes de 2016.

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