3 JULHO 2012
O Governo grego admite que as políticas de austeridade levaram o país a um «beco sem saída». Pretende transmitir isso inspetores da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. E mais: que é preciso uma nova estratégia anticrise.
«Vamos apresentar dados que não deixam dúvidas e que provam que fomos conduzidos para um beco sem saída, especialmente no que se refere à recessão e ao desemprego», disse esta terça-feira, em Atenas, o porta-voz do Governo grego, Simos Kedikoglu, citado pela Lusa.
Em declarações ao canal de televisão MEGA, o mesmo porta-voz explicou que as informações sobre a situação económica vão ser usadas para argumentar, junto da troika, as novas propostas do Executivo.
«Acreditamos que vamos ter êxito e que se vai conseguir um novo caminho». O responsável adiantou que o Governo garante que vai tentar limitar a aplicação de novos sacrifícios.
Os técnicos da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional chegam precisamente hoje a Atenas para retomar contactos com o Governo grego e, na quinta-feira, vão reunir-se com os membros do novo Executivo.
Uma fonte da Comissão Europeia disse à Agência EFE que em «finais de julho» vai realizar-se uma outra visita da troika para tratar de questões relacionadas com a renegociação das condições de poupança e reformas impostas à Grécia em troca da ajuda financeira, apesar dos prazos já estarem determinados.
Por outro lado, o jornal «Kathimerini», de Atenas, indica que a reunião está marcada para o dia 24. Citando Jorg Asmussen, membro executivo do Banco Central Europeu em Atenas, disse na segunda-feira ao jornal que é possível renegociar certas medidas «sempre que os objetivos chave (austeridade) do programa se mantenham intactos».