Benjamin Netanyahu e Ehud Barak, respectivamente, premiê e ministro da Defesa de Israel, gostariam de atacar as centrais nucleares do Irã antes da eleição americana, marcada para novembro deste ano, mas enfrentam resistência de membros do próprio governo e de militares.
A afirmação foi publicada na edição desta sexta-feira do jornal israelense “Yedioth Ahronoth”, o de maior circulação do país.
Segundo o jornal, integrantes do alto escalão do governo israelense estariam firmes em sua posição de atacar o Irã ainda que a ofensiva possa acarretar uma ruptura nas relações entre o país e seu principal aliado no Ocidente, os Estados Unidos.
Nos últimos dias, cresceram os temores de que um confronto armado estaria perto de eclodir, muito devido a informações do governo vazadas à imprensa.
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Israel só deve decidir se ataca ou não o Irã após as eleições americanas ( diz EUA)
São Paulo - O ministro da Defesa do Irã, Ali Akbar Salehi, reafirmou no domingo que Israel não pode atacar seu país. Segundo ele, o governo israelense cometeria suicídio se ousasse tentar.
A questão do Irã é a mais abertamente debatida nos meios políticos de Israel.
A mídia diz que dividem-se em igual número os que são a favor de uma ação militar agora e os que são contra, insistindo que não há apoio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sem o qual as possibilidade de sucesso seriam reduzidas.
O governo americano alega que ainda há formas de pressionar o Irã – principalmente o uso de sanções – antes de recorrer a meio militares.
Mas os que apoiam uma operação rápida destacam que as sanções impostas até o momento se revelaram insuficientes para convencer o país persa a desistir de seu programa nuclear.
Seria irresponsável prever o que vai ser decido por um pequeno número de autoridades que estão permanentemente analisando a questão. Acredita-se que uma decisão não será tomada antes das eleições presidenciais americanas, marcadas para novembro.
O Irã é um país de cerca de 80 milhões de habitantes. Israel tem cerca de oito milhões, sendo 20% de não judeus. Se houver guerra, deverá ser das mais destrutivas, mesmo se apenas aplicadas armas convencionais.
Ninguém inveja o dilema do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que terá de dar a palavra final.