Para o ministro das Finanças letão, a Grécia deve deixar o euro assim que possível. Caso contrário vai continuar a contaminar a região
27/07/2012 | 12:16 | Dinheiro Vivo

A Grécia deve deixar a zona euro assim que possível. Caso contrário vai continuar a arrastar a região para uma crise sem precedentes. A opinião é do ministro das Finanças letão em entrevista a uma rádio local.

Nas suas declarações Andris Vilks não poupou críticas ao país helénico: “Deve ser entendido que não podemos ter ilusões de que se pode ajudar a Grécia a ficar na zona euro”, cita o The Economic Times.

“Deve ser encontrada, assim que possível, uma forma de expulsar a Grécia do euro com a menor dor possível. A minha solução pessoal quanto mais rápido melhor”.

Andris Vilks não é o primeiro político europeu a defender a saída da Grécia do euro. Ainda ontem, o responsável pelas contas da Bavária, na Alemanha, afirmou que actualmente a saída da Grécia é a única opção que faz sentido. Para o alemão, alimentar a manutenção do país só dificulta a vida dos outros países.

Estas notícias surgem num momento em que a troika voltou a Atenas para mais uma revisão das contas helénicas. Também Durão Barroso foi à Grécia para mostrar “apoio político”, mas para o presidente da Comissão Europeia, o apoio ao país mantém-se e o objectivo é consolidar a posição da Grécia.

O Governo grego mantém-se focado em reduzir a despesa pública e já aprovou mais um pacote de medidas. São 11.600 milhões que se vão somar através de cortes nas pensões e na administração pública.

Segundo avança o Kathimerini, os 11.600 milhões serão arrecadados entre 2012 e 2014 através de reduções nos ministérios e nas pensões de reforma.

Estima-se que cinco mil milhões saiam do orçamento do Trabalho e 300 milhões do ministério da saúde. O objetivo é conseguir reduzir os gastos públicos e diminuir o défice nos próximos dois anos.

 Ministro da Letónia exige uma saída da Grécia do euro, “com a menor dor possível”.

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