11 de setembro de 2012
O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, transmitiu recentemente uma mensagem de advertência a seu colega israelense, Benjamin Netanyahu, sobre as consequências de um ataque ao Irã.
Segundo o jornal isralense “Haaretz”, um enviado especial de Cameron visitou Israel em segredo há duas semanas para se reunir com Netanyahu e com o ministro da Defesa, Ehud Barak, os dois governantes israelenses que têm em suas mãos a decisão sobre o ataque.
Conforme uma fonte governamental israelense que o diário não identifica, o enviado de Cameron lhes levou uma firme mensagem de oposição a um ataque unilateral neste momento.
Os dois primeiros-ministros dialogaram sobre o tema antes dos Jogos Olímpicos de Londres, e Cameron ficou com a impressão que Netanyahu não lhe dava uma resposta clara e precisa sobre suas intenções, e por isso despachou um enviado especial.
Netanyahu e Barak declararam nos últimos meses que pensam na opção militar apesar de não contar com o apoio dos Estados Unidos, e apesar da oposição de altos comandantes do Exército e dos serviços secretos.
O enviado britânico se reuniu também com altos funcionários de defesa e com diplomatas israelenses, aos quais expôs a crença que ainda há tempo para que as sanções diplomáticas tenham efeito no regime iraniano.
Na sexta-feira, durante uma reunião informal de ministros de Relações Exteriores no Chipre, Londres, Paris e Berlim se mostraram a favor de endurecer as sanções econômicas e diplomáticas para devolver Teerã à mesa de negociações com o grupo 5+1.
As pressões internacionais e a negativa de Washington a apoiar um ataque israelense esfriaram o discurso de Netanyahu, que agora recorre à necessidade de pôr “linhas vermelhas” ao Irã em vez das frequentes ameaças beligerantes. EFE
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