NASA: Nova Previsão sobre o Ciclo Solar, pico máximo em maio de 2013

Published on julho 5, 2009 by   ·   No Comments

29 de maio, 2009: Um painel internacional de expertise liderado pelo NOAA –Administração Nacional Oceânica e Atmosférica – patrocinado pela NASA atualizou nova previsão para o próximo ciclo solar. O 24 Ciclo Solar terá seu pico em maio de 2013 eles dizem que será abaixo da média o número de manchas solares.


“ Se nossa previsão estiver correta, O Ciclo Soar 24 no pico das manchas solares será 90, a mais baixa de qualquer um dos ciclos desde 1928 quando o Ciclo Solar 16 no pico teve 78” diz o chefe do painel, Doug Biesecker, do NOAA Centro de Previsões do Tempo no Espaço.


É tentador descrever um ciclo com estas características como “débil” ou suave, porém isso poderia dar uma impressão equivocada.


“Mesmo estando abaixo da média, qualquer ciclo solar é capaz de produzir condições climáticas especialmente severas ”, segundo Biesecker. “A grande tempestade geomagnética de 1859, por exemplo, aconteceu durante um ciclo solar do tamanho similar ao que estamos prevendo para 2013”.


A tempestade que ocorreu em 1859, conhecida como o “Evento de Carrington” em homenagem ao astrônomo Richard Carrington, que presenciou aquelas tremendas chamas solares, eletrificou cabos de transmissão, provocou incêndios nas oficinas dos telégrafos e produziu auroras boreais tão brilhantes que se podia ler o jornal só com sua luz esverdeada e vermelha. Uma recente informação da Academia Nacional de Ciências, concluiu que se uma tempestade similar ocorresse na atualidade poderia causar um prejuízo de 1 a 2 bilhões dólares americanos na infraestrutura altamente tecnológica de nossa sociedade e levaria de 4 a 10 anos para conserta-la. Apenas para comparar, os danos causados pelo furacão Katrina custaram de 80 a 125 milhões de dólares.


O pronóstico mais recente se basea na revisão de uma previsão anterior, feita em 2007. Nesse ano, um painel de expertises se dividiu em duas opiniões, acreditavam que o mínimo solar ocorreria em março de 2008, seguido de forte máximo solar em 2011 o de um máximo fraco em 2012. Os modelos que competiam davam diferentes respostas e os investigadores estavam ansiosos para saber do sol qual delas seria a correta.


“Ocorreu que nenhum dos dois modelos está totalmente correto”, disse Dean Pesnell, do Centro Goddard para Voos Espaciais, que era o representante da NASA nesse Painel. “ O sol está se comportando de uma maneira interessante e inesperada”.

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Os pesquisadores conhecem os dados do ciclo solar desde meados de 1800 . Os gráficos que representam a quantidade de manchas solares contadas desde aquela época se assemelham a uma montanha russa; sobem e descem com um período aproximadamente de 11 anos. A primeira vista parece ter um padrão regular, porém predizer os picos e os vales tem resultado em algo problemático. Os ciclos variam em longitude aproximadamente entre 9 e 14 anos. Alguns picos são altos, outros são baixos. Os vales, usualmente não são profundos e duram apenas poucos anos, porém às vezes, se estendem e se tornam muito maior. No século XVII, o sol entrou em um período de 70 anos sem manchas, o qual se conhece na atualidade como o Mínimo de Maunder e ainda intriga os cientistas.


Agora mesmo, o ciclo solar está em um vale – o mais profundo do último ciclo. Em 2008 e 2009, o sol vem batendo recordes da Era Espacial, referente a menor quantidade de manchas solares, do vento solar fraco e da baixa irradiação solar. Transcorreram mais de 2 anos sem que o sol tenha emitido chamas solares de dimensões significativas.
“ Em nossas carreiras profissionais, nunca havíamos visto nada semelhante”, disse Pesnell.


“O mínimo solar está durando muito mais que a data que previmos em 2007”.
Nos últimos meses, entretanto, o sol começou a mostrar sinais de vida, ainda que muito tímido. Pequenas manchas e “proto-manchas” solares começam a aparecer com mais freqüência. Enormes correntes de plasma na superfície solar, conhecidas como (“fluxo de zonas”) começam a ganhar força na intensidade e lentamente se movem em direção ao equador do sol. Radio astrônomos detectaram um pequeno, mas significativo aumento das emissões solares em ondas de rádio. Todos esses acontecimentos são precursores do Ciclo Solar 24 e formam a base do novo, é quase unânime, o prognóstico apresentando pelo Painel dos cientistas.


De acordo com o prognóstico, o sol deverá permanecer calmo durante, pelo menos, mais um ano. Do ponto de vista das investigações, temos boas notícias, porque o mínimo solar vem se mostrando ser mais interessante que qualquer coisa que tivéssemos imaginado. A baixa atividade solar tem um profundo efeito sobre a atmosfera terrestre, pois permite esfriar-se e contrair-se. O lixo espacial se acumula na órbita da Terra, pois a menos arrastro aerodinâmico.O tranqüilo vento solar produz menos tempestades magnéticas ao redor dos pólos da terra. Os raios cósmicos que normalmente são empurrados para fora da órbita terrestre pelos ventos solares, agora permanecem no meio-ambiente.


Há outros efeitos secundários que também podem ser somente estudados se o Sol permanecer calmo.


No entanto, o sol pouco se importa com os comitês humanos. Poderiam haver mais surpresas ,concordam os painelistas e com elas mais revisões dos prognósticos.


“Vão em frente, marquem em seu calendário a data de 2013, mas marquem com lápis.” Disse Pesnell.

Consulte o texto original para ver os gráficos e as fotos.
Fonte: http://science.nasa.gov/headlines/y2009/29may_noaaprediction.htm
Tradução: Vera Waith

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