O informal “team Bergóglio” era, na realidade, o organizadíssimo círculo secreto de “Saint-Gall”.

Published on setembro 30, 2015 by   ·   No Comments

Qual o papel desempenhado pela rede de Saint-Gall?

Fonte: Katholisches.Info via Benoît et Moi – Tradução: Cidade Católica

http://fratresinunum.com/2015/09/29/qual-o-papel-desempenhado-pela-rede-de-saint-gall/

O antigo primaz da Bélgica e arcebispo emérito de Malinas-Bruxelas, o cardeal Godfried Danneels, estava no balcão central da magnífica fachada da Basílica de São Pedro quando, na noite de 13 de março de 2013, foi apresentado ao mundo o novo papa Francisco. Como ele tinha chegado a este lugar de honra? A questão não é nova, mas já naquele momento histórico ela se apresentava como um enigma. Agora, os historiadores Karim Schelkens e Jürgen Mettepenningen apresentaram uma biografia do cardeal Danneels, na qual eles revelam a participação do cardeal numa rede secreta de bispos e cardeais. Essa rede, chamada de “Grupo Saint-Gall”, tinha estabelecido como objetivo reduzir a influência do cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e impedir sua eleição como Papa. Quando esta tentativa fracassou, tratou-se então de boicotar o pontificado de Bento XVI e, finalmente, obter a eleição do argentino Jorge Mario Bergóglio. O lançamento da obra ocorreu na última terça-feira, na Basílica de Koekelberg, perto de Bruxelas.

Em 2013, Danneels logo foi chamado de “criador de papas”.

Além do cardeal brasileiro Dom Claudio Hummes, Danneels foi imediatamente citado como um daqueles que tinham incentivado Jorge Mario Bergóglio. O espaço ao lado do novo papa após o Habemus papam era apenas um indício. Outro era a satisfação exuberante com a qual Danneels saudou a eleição do arcebispo argentino.

Ainda mais revelador é o fato de que o antigo primaz da Bélgica, desde então, não deixa de ir e vir ao Vaticano, e que ele tem acesso direto junto ao papa Francisco. Que o antigo arcebispo de Malinas-Bruxelas se entendia mal com Bento XVI, o predecessor de Francisco, isto não era segredo para ninguém. Que o papa Francisco tenha designado precisamente o cardeal Danneels entre os dezesseis convidados pessoais do papa ao sínodo dos bispos sobre a família em 2014, isto era suspeito. A mesma coisa ocorreu em 2015. Em alguns dias, quando o sínodo começar no Vaticano, Danneels estará lá mais uma vez, a convite expresso do papa Francisco. Ele participará das decisões que serão tomadas sobre o matrimônio, a família e a homossexualidade, ainda que seu papel nos escândalos ligados à homossexualidade e à pedofilia no seio da Igreja belga esteja distante de ser claro.

As revelações de Ivereigh sobre o “team Bergóglio”

O que Karim Schelkens e Jürgen Mettepenningen estão apresentando agora já tinha sido relatado, mas sob uma forma atenuada, no fim de novembro de 2014, por Austen Ivereigh, o antigo porta-voz do cardeal Murphy-O’Connor, em sua obra sobre o papa Francisco intitulada “O grande Reformador. Ivereigh escreve que existia um “team Bergoglio” (ndt.: time/equipe Bergóglio) composto de quatro cardeais que tinham organizado uma campanha cujo propósito era a eleição de Bergoglio. Tratava-se dos cardeais alemães Walter Kasper e Karl Lehmann, de Murphy-O’Connor e do cardeal Danneels.

Ivereigh escreve em seu livro: “Eles tinham aprendido a lição em 2005. Em primeiro lugar, eles garantiram a anuência de Bergóglio”. Eles não queriam viver uma segunda vez o que tinha ocorrido em 2005: o argentino, no momento oportuno, tinha se curvado e retirado sua candidatura. “Quando perguntando se ele estava preparado, ele disse que ele acreditava que nestes tempos de crise para a Igreja, nenhum cardeal poderia recusar se o solicitassem”. Murphy-O’Connor teria alertado a Bergóglio a necessidade de ser particularmente prudente, porque “era sua vez”. Bergóglio respondeu: “Capisco”, entendo.

Com o livro de Ivereigh, levantou-se a questão de saber se o “team Bergóglio” tinha agido de modo completamente desinteressado ou se tinha havido alguns acordos eleitorais. Em outras palavras: eles exigiram do cardeal Bergóglio garantias de que ele tomaria certas decisões relativas às pessoas ou conduziria a Igreja num caminho bem definido, por exemplo, sobre a questão da doutrina católica do matrimônio e da moral, que trata o sínodo dos bispos? O cardeal Bergóglio deu as garantias correspondentes? Estas perguntas não encontraram até aqui uma resposta, e permanecem desde então como especulativas.

O informal “team Bergoglio” era, na realidade, o organizadíssimo círculo secreto de “Saint-Gall”

Karim Schelkens e Jürgen Mettepenningen são, em sua biografia de Danneels, ainda mais explícitos que Ivereigh. Eles mencionam não somente quatro cardeais, aqueles que Ivereigh batizou de “Bergóglio Team”, mas toda uma rede de bispos e cardeais que se designam a si mesmos como o “grupo de Saint-Gall”. Em outras palavras: as atividades subversivas de um grupo organizado secretamente no seio da Igreja, a fim de lhe dar uma direção precisa, tinham uma extensão que superava as revelações de Ivereigh. É preciso acrescentar que os dois autores estão longe de serem adversários do cardeal Danneels, muito menos que Ivereigh era adversário do cardeal Murphy-O’Connor. O cardeal Danneels esteve pessoalmente presente durante o lançamento da obra na basílica de Koekelberg, e de boa vontade fez dedicatórias em alguns exemplares.

Schelkens e Mettepenningen trabalham como historiadores da Igreja na Universidade católica de Lovaina (KULeuven). Mettepenningen foi, por um curto espaço de tempo, porta-voz do arcebispo Dom Léonard, ao qual ele virou publicamente as costas após uma divergência de opiniões – ele se expressou a favor da ordenação sacerdotal de mulheres e criticou a decisão do arcebispo de permitir a Fraternidade São Pedro de exercer um apostolado em sua arquidiocese.

A posição pessoal de Schelkens e Mettepenningen confere ao trabalho deles uma credibilidade particular. A iniciativa do grupo criado contra o cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, foi tomada pelo antigo arcebispo de Milão, o jesuíta Carlo Maria Martini, que se designou a si mesmo como “antipapa”. Martini convocou alguns encontros secretos de bispos e cardeais em Saint-Gall, na Suíça, com o objetivo de  modernizar a Igreja e reconciliá-la com o espírito do tempo, a fim de superar o “atraso” gerado, segundo Martini, por sua recusa da Revolução francesa.

Kalr Lehmann e Walter Kasper presentes desde o início

O primeiro encontro teria ocorrido em 1996. Na época, o bispo de Saint-Gall era Ivo Fürer. Esses encontros eram, no máximo, vagamente conhecidos por um pequeno número de especialistas. Havia rumores, mas ninguém podia relatar nada de concreto; isto porque a ideia da existência de um grupo subversivo anti-romano no seio da Igreja poderia ser deixada de lado como uma “teoria conspiratória”. Em 1999, o cardeal Danneels se une ao grupo, que já contava entre seus membros com os cardeais Walter Kasper e Karl Lehmann, da Alemanha, o cardeal Basil Hume da Grã-Bretanha, o cardeal Achille Silvestrii, da Itália, e o bispo neerlandês Adriaan Van Luyn. Os membros do círculo secreto disfarçavam seus encontros como “férias espirituais”. A associação secreta lhes permitia se apoiarem mutuamente num tempo que eles sentiam como “sombrio”.

O cardeal Ruini investiga por causa de rumores sobre uma associação secreta

Os rumores sobre a existência de uma associação secreta chegaram até o Vaticano, que despachou o cardeal Camilo Ruini, presidente da Conferência episcopal italiana e cardeal vigário de Roma, um dos fiéis mais próximos do papa João Paulo II e do papa Bento XVI, para conduzir uma investigação. Mas o círculo dos iniciados soube esconder tão bem suas atividades que Ruini voltou sem resultados concretos. Ao mesmo tempo, contam Schelkens e Mettepenningen, o grupo Saint-Gall tinha começado a empreender ações para alterar a direção do Vaticano. A questão central para o grupo era a seguinte: quem será o sucessor de João Paulo II? O objetivo definido do círculo secreto era impedir a eleição como papa de Joseph Ratzinger. Com a ajuda de Martini, o cardeal Bergóglio foi lançado, em 2005, como “challenger” (ndt.: adversário) do cardeal alemão. Até o último minuto, o cardeal Martini teve esperança de que ainda que os votos para seu confrade jesuíta Bergóglio não permitissem a eleição do arcebispo argentino, eles seriam suficientes, pelo menos, para bloquear a eleição de Ratzinguer.

No conclave de 2005, o cardeal Ratzinger se revelou tão forte que as tentativas do grupo Saint-Gall para impedir sua eleição fracassaram.

Boicotar e minar o pontificado de Bento XVI

Os dois autores relatam que os membros do grupo Saint-Gall buscaram expressamente dificultar o pontificado de Bento XVI e obscurecer sua mensagem endereçada à Igreja e ao mundo. Schelkens e Mettepenningen não dizem nada sobre a natureza ou a existência de uma eventual relação entre as atividades do grupo Saint-Gall e a renúncia inesperada do papa alemão que, subitamente, os aproximou do objetivo: acabar com a era dos pontificados polonês e alemão.

O jesuíta Silvano Fausti, falecido recentemente, declarava em sua última entrevista que, em 2 de junho de 2012, o cardeal Martini tinha exigido categoricamente de Bento XVI que ele se retirasse. Oito meses mais tarde, o papa alemão apresentava sua renúncia, para surpresa geral.

Em todo caso, os historiadores escrevem outra coisa: “A eleição de Bergóglio foi, sem dúvida alguma, preparada em Saint-Gall. E as grandes linhas de seu programa são aquelas que Danneels e seus colegas têm discutido faz mais de 10 anos”.

As nuvens negras acima do pontificado do papa Francisco, do afastamento completamente inaudito de Bento XVI e da eleição do cardeal argentino não se dissipam; elas parecem crescer à medida que esse pontificado avança.

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OBS > Como se percebe, aos poucos as coisas vão se clareando. Num comentário anterior eu já coloquei os itens dos documentos da Igreja que proíbem terminantemente que se façam conchavos antes da eleição de um papa, tanto para derrubá-lo, quando para buscar outro nome que o substitua. Então eu não sei por qual motivo o articulista acima ainda fica esperando para declarar que SIM, houve não somente um pacto em torno de um homem que aceitou este trabalho sujo, como ele foi incumbido de por em prática as determinações daquele grupo. E tudo isso é absolutamente proibido, e invalida todo o processo que segue.

Para mim, somente não fica claro o fato de que este cardeal Denels venha agora colocar em sua biografia esta revelação, que literalmente o torna excomungado da verdadeira Igreja de Cristo, conforme consta da Constituição Apostólica “Universi Dominici Gregis”, de João Paulo II. Sim a não ser que, seja por um sentimento de orgulho irracional, uma vontade de aparecer como “fazedor de papas”, o que só aumenta o já gigantesco volume de sua culpa, como aprofunda ainda mais o buraco que ele está cavando para si no inferno. Pois não restam dúvidas de que, tanto eles forçaram a renúncia de Bento XVI, como elegeram Bergóglio por meio de uma diabólica trama, da mais refinada e ousada astúcia.

No livro Ecos do Apocalipse já constava a denúncia da existência deste time de Bergóglio feita pelo escritor Austen Ivereigh, conforme as confidências do cardeal inglês Murphy-O’Connor, mas como se percebe, aos poucos, todas as loucuras que foram cometidas, tanto em relação a forçada “renúncia” de Sua Santidade o Papa Bento XVI, quanto a eleição de Bergóglio, foram obras dos cardeais do mal, que aos poucos vão povoando o inferno, como é o caso do herético Martini, falecido tempos atrás. Acho incrível a ousadia deles, agir desta forma tão violenta, sabendo claramente que atropelam todas as regras canônicas, e que fazendo isso compram para si o bilhete da eternidade no fogo eterno, se não se converterem.

Tenho meditado muito sobre tudo isso, e não saberia antecipar-me para dar uma resposta a quem me perguntasse: o que vai acontecer agora, uma vez que pelos Documentos da Santa Igreja, tanto a renuncia como o conclave forma nulos? A única resposta que eu poderia dar é que, dada a imensa força que este grupo conseguiu, dada a vergonha de muitos cardeais e bispos, que sabiam e sabem desta trama, mas não tiveram coragem de denunciar em tempo, dada a popularidade crescente de Bergóglio que continua abraçado com as massas ignaras, eles não irão interromper a trajetória deste homem, até que tudo se cumpra. Penso que o próprio Deus segura as coisas para que tudo se cumpra, conforme a vontade do homem.

Virão mais luzes sobre as trevas. Até que a humanidade acorde! Espero que comece pelos nossos sacerdotes e bispos.

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ELEIÇÃO INVÁLIDA: A eleição de Jorge Bergóglio ( Papa Francisco ) foi fruto de reuniões secretas de alguns cardeais e bispos – cardeal disse que fazia parte de um clube secreto de cardeais que se opõem ao Papa Bento XVI.

 

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