De acordo com Krugman, França, Itália e Espanha têm de convencer a Alemanha sobre a importância de o Banco Central Europeu (BCE) fazer uma compra maciça de títulos da dívida soberana ainda em 2012.
Madrid - O economista norte-americano Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia, considera que o euro continua a ter um risco elevado de colapso apesar dos avanços registados no último Conselho Europeu.
Entrevistado em Espanha, Krugman disse que o BCE tem de aumentar os níveis da inflação para três por cento durante os próximos cinco anos.
De acordo com Krugman, França, Itália e Espanha têm de convencer a Alemanha sobre a importância de o Banco Central Europeu (BCE) fazer uma compra maciça de títulos da dívida soberana ainda em 2012 e facilitar a liquidez aos govermos para provocar o aumento da inflação.
O economista definiu a política que tem vindo a ser defendida pela Alemanha como resultante de uma visão moral da dívida e alergia à inflação, o que, na opinião de Krugman, tem de ser invertido agora que a catástrofe parece óbvia.
Sobre o último Conselho Europeu, Krugman entende que foi dado um passo na direção certa, contudo, acha que são precisos muitos mais para que tudo se resolva.
Paul Krugmana defende ainda que a Espanha precisa de menos austeridade e de uma mudança na política macroeconómica europeia. Sobre os resultados do último Conselho Europeu, considerou que é um passo no caminho certo, mas que são necessários muitos mais passos.